Em artigos anteriores descrevemos a composição da cabeçada, mas mesmo o modelo mais caro, no melhor couro, não cumprirá a sua função se estiver mal ajustado. A anatomia da cabeça do cavalo é complexa: centenas de terminações nervosas, ossos sensíveis e vasos sanguíneos delicados exigem precisão.
Eis as regras que te ajudarão a verificar se o teu cavalo está confortável com a sua cabeçada.
1. A testeira: liberdade para as orelhas
Começamos por cima. A testeira não é apenas um enfeite. A sua principal função é estabilizar a cabeçada superior.
- Regra: A testeira deve ser suficientemente longa para não puxar a cabeçada superior para a frente, contra a parte de trás das orelhas do cavalo.
- Ponto de verificação: Passa dois dedos por baixo da testeira, no meio da testa: devem entrar com folga. Se a testeira for demasiado curta, a cabeçada superior pressiona a base sensível das orelhas, o que se manifesta muitas vezes em cabeçadas e problemas de nuca.
2. A cabeçada superior: o centro de comando
É aqui que se acumula a maior pressão. As cabeçadas modernas, como as da gama Balotade, têm recortes anatómicos para as orelhas.
- Regra: A cabeçada superior deve assentar plana atrás das orelhas, sem pressionar a sua borda posterior.
- Sugestão: Escolhe modelos com uma peça de nuca larga e acolchoada, que distribua o peso por uma superfície maior.
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3. A gargantilha: a respiração sob controlo
A gargantilha deve impedir que a cabeçada saia por cima das orelhas (por exemplo, numa queda), mas não pode dificultar a respiração quando o cavalo é colocado «na mão».
- Regra: Entre a correia e a mandíbula do cavalo deve caber um punho colocado na vertical.
- Lembra-te: De dois males, é melhor que a gargantilha fique um pouco mais folgada do que demasiado apertada.
4. Montantes e bridão: evita o «quebra-nozes»
O comprimento dos montantes determina onde ficará o bridão na boca. Deve assentar nas barras (a parte sem dentes da mandíbula).
- Regra: Considera-se que nas comissuras da boca se devem formar duas pregas suaves.
- Atenção à simetria: Aperta sempre os montantes no mesmo furo dos dois lados. Um bridão assimétrico significa uma boca torta e erros de comunicação.
- O mito do bridão solto: Há quem pense que um bridão apertado muito baixo é mais suave. Nada mais errado! Um bridão demasiado solto bate nos dentes (caninos nos machos ou pré-molares), o que causa enorme dor ao cavalo.
5. A focinheira: dois dedos de liberdade
A focinheira estabiliza o bridão e impede que a boca se abra em excesso, mas não pode «atá-la». O cavalo tem de poder mastigar e engolir saliva livremente.
- Regra: Entre a focinheira e o osso nasal do cavalo devem caber folgadamente dois dedos.
- Localização: A focinheira inglesa deve situar-se cerca de 1,5-2 cm abaixo das apófises do osso zigomático. Colocada demasiado alta, pode beliscar dolorosamente as bochechas contra os dentes.
Porquê escolher as cabeçadas Balotade?
Nos nossos modelos damos ênfase à regulação dupla. A maioria aperta-se à peça de nuca dos dois lados. Isto oferece enormes possibilidades de ajuste preciso e faz com que a pressão se distribua uniformemente pelos dois lados da nuca. Se procuras equipamento que alie anatomia e elegância, vê toda a nossa oferta de cabeçadas para cavalos, onde encontrarás modelos cuidados ao mais ínfimo pormenor.
O cuidado com estes pormenores é a diferença entre um cavalo que «luta contra a mão» e um cavalo que mastiga de bom grado o bridão e coopera com o cavaleiro. Se tiveres dúvidas sobre como ajustar um modelo específico, escreve-nos: ajudamos com todo o gosto!
Resumo
O ajuste correto da cabeçada é um processo que exige atenção e paciência, mas que se recompensa com um cavalo mais calmo e descontraído. Lembra-te de verificar regularmente a colocação do equipamento, sobretudo se o teu cavalo mudar de forma, ganhar músculo ou estiver a mudar de dentes.
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