No armário de qualquer cavaleiro aparece mais cedo ou mais tarde o mesmo dilema. O cavalo apanhou „forma de inverno“, o jovem cresceu de peito, ou simplesmente compraste a cilhados teus sonhos, que se revelou uns poucos centímetros demasiado curta. Então surge a pergunta: safar-se com uma extensão de uns poucos euros ou investir numa cilha nova?
A resposta é: depende da matemática e da anatomia. Vejamos onde acaba a poupança inteligente e começa o risco para a saúde do cavalo.
1. Quando é a extensão um acerto em cheio?
A extensão não é um „arranjinho“: é um acessório de pleno direito, desde que a uses com cabeça. É a solução ideal em três casos concretos:
- Oscilações de peso sazonais: Se sabes que dentro de um ou dois meses o teu cavalo volta à forma depois da pastagem, a extensão permite-te atravessar esse período em segurança.
- Cavalos jovens em treino: Quando o peito do cavalo ainda está a desenvolver-se, a extensão dá-te uma margem de segurança antes de investires no tamanho definitivo da cilha.
- Falta o „último furo“: Se para apertar a sela te faltam literalmente 3-5 cm, a extensão é a saída mais saudável. Apertar a cilha „com o joelho“ à força é o caminho mais curto para o cavalo detestar ser selado.
2. O limite de segurança: quantos centímetros são demasiados?
Considera-se que uma extensão é segura e funcional se acrescentar de 5 a no máximo 10 cm. Porque é isso tão importante?
A cilha foi concebida para que a sua parte mais larga proteja o esterno e os recortes anatómicos contornem os cotovelos. Se usares uma extensão demasiado comprida (p. ex. 20 cm), toda a cilha se desloca de forma pouco natural para baixo. O resultado é que as fivelas, em vez de ficarem altas sobre os loros da cilha, acabam mesmo atrás do cotovelo do cavalo, o que quase de certeza acabará em assaduras dolorosas e „beliscões“ na pele.
3. Quando é altura de assumir a compra de uma cilha nova?
Há situações em que a extensão simplesmente não chega. Vale a pena investir numa cilha nova, mais comprida, quando:
- Faltam mais de 10-12 cm: Isso já não é um pequeno ajuste, é simplesmente um tamanho mal escolhido. Com uma diferença destas, a estabilidade da sela fica muito comprometida.
- As fivelas ficam assimétricas: Se usas a extensão só de um lado e sentes que a sela „foge“ para o lado durante a monta, é sinal de que a pressão não se distribui uniformemente pelo peito.
- A tua extensão é de material diferente do da cilha: Misturar, por exemplo, uma fita rígida com pele macia pode criar pontos de pressão que o cavalo não vai aceitar.
4. Economia vs. saúde do cavalo
Uma cilha de pele nova é um investimento para anos. A extensão é um excelente „fusível“ que convém ter na mala para um imprevisto. Mas se vires que o teu cavalo sente desconforto, se contrai ao apertar ou a passada encurta — não lutes com os centímetros. Às vezes a solução mais barata é comprar o tamanho certo, que te poupa custos de tratar assaduras ou de idas ao fisioterapeuta.
A regra da simetria! Se possível, tenta apertar a extensão de modo a que as fivelas de ambos os lados da sela fiquem a uma altura semelhante. Um aperto desigual é a causa mais frequente de a sela „viajar“ durante o treino.